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    Transtornos mentais afastam professores e servidores do Amazonas

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    Levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) tem mostrado que até 2020 a depressão será a doença mais incapacitante do planeta. No Amazonas, dados recentes divulgados pela Secretaria de Educação têm acendido um sinal de alerta: de janeiro a junho deste ano, 373 de professores da rede municipal de ensino foram afastados por transtornos mentais e/ou comportamentais. Já na rede estadual, desde 2018, mais de 250 servidores já foram encaminhados para atendimento especializado por apresentarem algum problema relacionado à saúde mental.

    Os principais possíveis fatores que justificam o afastamento dos servidores do Amazonas incluem a quantidade excessiva de alunos nas salas de aulas, o mau comportamento, o estresse pela pesada jornada diária, o baixo salário, a violência em sala de aula e até assédio moral. A Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (SEDUC-AM) e a Secretaria Municipal de Educação de Manaus dispõem de ações voltadas para os servidores das escolas, a fim de prevenirem e/ou auxiliarem os profissionais que apresentam a doença.

    Além disso, a Coordenação de Atenção ao Servidor (CAS) já promove ações voltadas à saúde física e mental dos servidores. Em 2018, a CAS registrou mais de um mil atendimentos psicológicos, considerando doenças relacionadas à depressão e quadros de ansiedade.

    Dados nacionais

    Nos últimos dez anos, o número de pessoas com depressão aumentou 18,4% — hoje, isso corresponde a 322 milhões de indivíduos, ou 4,4% da população da Terra. Os dados vieram à tona em um relatório recente realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). E, para piorar, os brasileiros estão levando esses índices para o alto. No nosso país, 5,8% dos habitantes sofrem com a desordem, a maior taxa do continente latino-americano.

    O Brasil também é campeão mundial no índice de ansiedade: 9,3% da população manifesta o quadro. Essa disfunção engloba várias outras, como ataques de pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, fobias e estresse pós-traumático. A faixa etária mais afetada varia entre 55 e 74 anos. O sexo feminino é o que mais sente as consequências: 7,7% das mulheres são ansiosas e 5,1% são depressivas. Quando se trata dos homens, a porcentagem cai para 3,6% em ambos os casos.

    Cíntia Ferreira, do Portal Projeta.

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