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    Agente penitenciário é morto em princípio de rebelião no Compaj

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    Manaus (AM)

    Um agente penitenciário morreu ferido com uma faca neste sábado (1°/12), após um princípio de rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) em Manaus.

    A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), informou que o agente penitenciário Alessandro Rodrigues Galvão, 36, levou vários golpes de uma faca artesanal e foi encaminhado ao Hospital e Pronto Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz, na Zona Norte de Manaus. Ele faleceu. Um dos golpes foi no pescoço.

    Segundo o irmão da vítima, Raimundo Galvão, de 41 anos, informou que a família ficou sabendo do ocorrido por meio de uma amiga que trabalha no Compaj. Ainda segundo ele, os presos levaram Alessandro para dentro da cela e o esfaquearam.

    O irmão relatou que o agente trabalhava no Compaj há 4 anos e nunca tinha tido problemas com os detentos. Alessandro Rodrigues Galvão deixa esposa e dois filhos, um de 2 anos de idade e outro de 20 anos.

    O Compaj foi palco há quase dois anos de um massacre de presos com 56 mortos, e cerca de 225 fugitivos. No momento da ação, mais de 100 visitantes já estavam dentro do presídio.

    Em relatório do Ministério dos Direitos Humanos divulgado esta semana, mostra que o presídio tem situação humanitária crítica.

    Posicionamento

    Em nota, a empresa Umanizzare lamentou a morte do agente e reafirmou que a situação dentro do presídio foi controlada.

    “A Umanizzare ressalta ainda que o ato foi isolado e que a unidade prisional está sob controle e, neste momento com reforço policial. A empresa acrescenta, também, que irá colaborar com todo o processo de averiguação feito pela Secretaria de Segurança e pela polícia”.

    A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) também se posicionou.

    “O incidente ocorreu durante o horário de visita aos internos do pavilhão 3 do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Conforme apurado pelas imagens do circuito integrado, Alexandro foi rendido por um interno antes de fechar o portão de acesso à área de convivência e, em seguida, recebeu as estocadas. O crime teria sido praticado em retaliação aos procedimentos de revistas dos visitantes, uma vez que, nas últimas semanas, diversos materiais ilícitos foram apreendidos no Compaj.

    A Seap informa que 12 internos suspeitos de participação no crime foram encaminhados ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP) para que os fatos sejam apurados. Por medida de segurança, a Seap reforçou a monitoria dentro do presídio e também suspendeu a visitação aos presos de amanhã (domingo, 2/12).”

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